segunda-feira, 2 de maio de 2016

Enlouquecendo Denny - Capitulo 25

CAPITULO 25

LETTY

– Mãe? – falei dando de cara com minha mãe parada no meio do camarim.
– Oi filha. – ela falou baixo, se encolhendo diante de todos os olhares sobre ela.
– O que você está fazendo aqui?
– Eu que trouxe ela amiga. – Jess saiu de onde estava escondida e veio para perto da minha mãe – Ela precisava falar com você, não sabia onde te encontrar e me procurou, eu imaginei que você estaria aqui hoje.
– Eu… – minha mãe falou baixo – queria te entregar suas coisas.
– Vamos dar privacidade a eles. – Mara pediu levando todo mundo para fora. Mentalmente eu a agradeci e fiz uma nota para repetir isso verbalmente.
– Papai falou que não era para eu levar nada que foi comprado com o dinheiro dele. – falei magoada, aquelas palavras ainda me feririam por muito tempo.
– E nem você precisa. – Denny falou apertando as mãos nos meus ombros – Não vai te faltar nada, você terá um salário de estrela agora.
– São suas coisas. – minha mãe falou mais firme – Não importa o que seu pai disse, tudo aquilo é seu. Você usa se quiser, ou jogue fora, doe para alguém, mas aquelas coisas são suas.
– Por que, mãe? Por que você não fez nada? – perguntei, aquilo estava me matando – Por que deixou que ele fizesse o que fez comigo?
– Eu nunca vou concordar com o que ele fez, Scarlett, mas também não posso concordar com o que você, vocês – ela olhou para Denny – fizeram. Você permitiu que armássemos tudo, seu pai convidou pessoas importantes, os Harper convidaram pessoas importantes, gastaram muito dinheiro para você jogar tudo fora? Por que você não decidiu antes? Por que não me procurou e disse que não queria o casamento?
– Porque eu ia me casar. – falei – Eu ia me casar com Dilan, pelo papai, por você, pelo próprio Dilan, mas não por mim porque eu não o amava mãe. Eu posso ter gostado muito de Dilan antes de viajar, mas depois que conheci Denny…
– Então por que você não ficou com ele e desistiu do casamento? Eu teria entendido, o seu pai não, mas eu te ajudaria com ele… eu o faria entender com o tempo.
– Aconteceram algumas coisas e nós nos separamos, mas foi tudo um mal entendido.
– O que não dá razão para o seu marido ter batido em Scar, senhora. – Denny falou atraindo toda a atenção da minha mãe.
– Eu não estou dando razão a ele, rapaz. E tive uma longa conversa com Charles sobre o que ele fez.
– Mas ele está irredutível – falei sabendo que era verdade, eu conhecia bem o meu pai – Como a senhora conseguiu pegar as minhas coisas?
– Não importa. – ela colocou uma expressão imparcial no rosto e mudou o assunto – Eu te ouvi cantar.
Isso me pegou de surpresa.
– Mesmo?
– Sim. Você estava linda e tão talentosa. Tenho certeza que se te ouvir um dia, seu pai vai entender as razões para você ter lutado tanto por seus sonhos.
– Ele vai poder ouvi-la no próximo CD da banda. – Denny falou – Scar agora é integrante oficial do Fifty Nine Black Roses.
– Mesmo? – ela sorriu, mas tratou de esconder logo o sorriso – Parabéns filha. E onde eu deixo suas coisas?
– Vou pedir Barton que te acompanhe até seu carro – Denny se afastou e saiu do camarim.
– Você está feliz?
– O que aconteceu ainda dói, mãe, eu não vou mentir, mas eu estou melhorando.
– Onde você está vivendo Scarlett?
– Na casa de Denny.
– Ele te faz bem. – ela afirmou – Eu vi vocês dois no palco, pareciam um só.
– Ele me completa.
– Que bom. – ela se aproximou e me abraçou – Eu te amo, Scarlett, não pense que porque eu não fiz nada contra seu pai quando ele te colocou para fora eu não te ame, porque eu te amo filha e eu fico feliz que você tenha sido forte para buscar o que quer na sua vida.
– Você devia fazer o mesmo mãe. – falei quando nos afastamos – Você devia buscar sua felicidade.
– Você não consegue ver. – ela sorriu – Ser a esposa perfeita pode não ser o que você quer, Scarlett, mas é o que eu quero. Eu amo seu pai. Ele é a minha felicidade.
– Eu não entendo… – suspirei – Você vive para aquela casa mãe, não faz nada para você, para seu prazer…
– Meu prazer sempre foi cuidar de vocês dois, da minha família. Acredite filha, eu sou feliz, e quero que você seja também. Não se preocupe com seu pai, ele vai cair em si e reatar com você. É só uma questão de tempo. Enquanto isso aproveite seu namorado, seu sonho, seu sucesso. E conte comigo para qualquer coisa, Scarlett. Qualquer coisa que te faltar, que você precisar, ainda que seja um ombro ou colo para chorar, eu sempre estarei aqui por você.
– Obrigada, mãe. – eu a abracei de novo – Dê um beijo no papai por mim? Mesmo que ele não saiba nunca que fui eu que mandei. Eu estou magoada, mas eu não tenho raiva dele mãe, como poderia, ele é meu pai. Sempre foi o meu herói… eu o amo.
– Eu sei disso, meu bem e ele também sabe. – ela beijou minha testa.
Denny entrou no camarim com Barton e Jessie atrás dele.
– Sra. Myfair, esse é Barton, meu segurança, ele vai acompanhar a senhora até o seu carro e pegar as coisas de Scar.
– Okay, mas pode me chamar de Vivian, rapaz, eu sou sua sogra agora. – Denny a olhou meio desconfiado – Você não precisa me entender, Denny, nem concordar comigo. Muito menos me julgar, eu já faço isso o bastante. Eu amo minha filha e sei que ela fez uma boa escolha quando escolheu você. Por isso te peço, cuide dela com sua vida. Scarlett é minha única filha, minha princesinha e eu preciso que você a mantenha segura, protegida e bem cuidada.
– Pode apostar que eu farei tudo isso senhora… me desculpe, Vivian.
– Não a deixe comer porcarias… acho que eu devia delegar isso à outra pessoa, você tem cara de quem adora comer porcarias. – Denny riu – Faça ela feliz. Muito feliz, escolher você tirou muita coisa dela e agora é sua obrigação compensá-la.
– Mãe! – reclamei.
– Ela está certa, Scar – Denny segurou minha mão – Farei tudo isso Vivian, vou gastar cada segundo do meu dia fazendo sua filha a mulher mais feliz do mundo.
– Ótimo, agora eu posso dormir tranquila. – minha mãe me deu mais um beijo e depois, assustando a todos, puxou Denny para um abraço.
Ela falou algo no ouvido dele, mas eu não consegui ouvir, teria que perguntar Denny mais tarde. Minha mãe saiu sendo acompanhada por Barton. Jess ficou ali alegando que alguém a levaria em casa depois.
– Acho que gostei da sua mãe. – Denny falou.
– Tia Vi é o máximo. Você tinha que ver ela enfrentando seu pai, Letty. Ele não queria deixá-la trazer as suas coisas, mas ela foi lá e pegou tudo. Quando eu falei que não sabia onde você estava, mas que imaginava que você podia estar aqui, ela na mesma hora veio, comprou dois ingressos e depois peitou os seguranças para falar com você.
Eu sorri para ela e então me toquei que eu não tinha apresentado ela e Denny.
– Ah, Jessie, esse é Denny e baby, essa é Jessie, minha melhor amiga no mundo.
– É eu já conheço ele. – Jessie sorriu para Denny que retribuiu e eu fiquei olhando os dois com cara de “que porra tá acontecendo aqui?”
– Jessie me ajudou a te ter de volta.
– Eu dei uma cópia da sua pasta de casamento para ele, e foi como ele conseguiu entrar em contato com a banda.
– Que por acaso é de um amigo meu. – Denny completou.
– Os dois compactuavam pelas minhas costas!
– Na verdade, éramos nós dois, Nick, Ethan, Scott e Miles. – ela falou como se conhecesse eles da vida toda.
– Sua vaca! – reclamei – Você conheceu toda a banda e não me falou nada!
– Eu não podia falar antes do casamento e depois dele eu não te vi, vocês dois se entocaram sabe Deus onde. – ela revirou os olhos – Por acaso, você tem que fazer o exame sua louca!
– Que exame? – Denny e eu perguntamos juntos, mas antes de Jessie responder eu me lembrei.
O exame de gravidez, eu tinha que ter feito ele hoje.
– O exame de gravidez sua tapada. – Jessie falou naturalmente. Eu quis chutar ela muito, muito forte, mas então eu vi a cor sumir do rosto de Denny e temi que ele caísse ali.
– Teste de gravidez? – ele me olhou em choque.
– Ih, ele não sabia?
– Não tem o que saber Jessie. – reclamei – Não tem gravidez. Grandão, respira. – pedi ainda temendo que Denny tivesse um treco aqui.
– Pode não ter, mas também pode ter, eu achei que como vocês voltaram você tivesse contado a ele, Letty.
– Eu não me lembrei, com tantas coisas acontecendo. Jessie, você não está ajudando, caramba. Pare de falar e vai procurar alguém ele parece que vai desmaiar.
Ela saiu apressada do camarim e eu fiz Denny se sentar, me sentando no colo dele.
– Baby, respira por favor.
– Você pode estar grávida de um filho meu? – os olhos dele ainda estavam arregalados.
– A chance é tão pequena que é quase inexistente.
– Como?
– A gente transou oras! – falei o óbvio – Em Cheyenne, nós não usamos proteção… eu fui ao médico e ela falou que como tinha menos de três dias do sexo desprotegido, eu ainda podia tomar a pilula do dia seguinte, mas que teria que fazer um exame mesmo assim, por que a eficácia do remédio seria menor. Eu tinha que ter feito o exame ontem, mas com o casamento, deixei para hoje.
– Espera, você ia se casar mesmo sem ter certeza se esperava um filho meu? E o que você ia fazer se o exame desse positivo? Ia tirar e substituir por um do doutorzinho?
– Não! Eu não mataria uma criança, principalmente uma sua.
– Por que você não fez o exame quando se consultou?
– A médica falou que o exame é feito com base em no aumento de um hormônio e que ele só começa a aumentar depois do sexto ou oitavo dia da fecundação do óvulo. – ele deitou a cabeça no encosto do sofá – Você está bem?
– Sim eu só me assustei, Jessie jogou a noticia como uma bomba.
– Você não quer ter filhos? – perguntei temendo a resposta. Eu amava crianças e sempre sonhei em ter muitas para mim e agora imaginar crianças parecias com Denny me deixava ainda mais desejosa.
– Quero, claro que quero – ele se endireitou e rodeou os braços em volta de mim, encostando a cabeça no meu peito – Sou louco para ter uma garotinha desde que Ella nasceu, agora quero ainda mais, quero uma com os seus olhos, com seu sorriso, mas a nossa vida está uma bagunça, Scar. Nós vivemos na mesma casa que Holly, você acabou de entrar para a banda… Mas se você quiser um bebê agora, porra eu mudo a nossa vida completamente, compro uma casa para nós, uma com jardim, balanço de pneu e casa na árvore. Eu contrato uma pessoa para tomar conta do nosso bebê nos shows, e se for preciso uma professora para ensiná-lo quando estivermos em turnê. É só me dizer que quer um bebê e nós faremos um agora mesmo.
– Não precisa. – eu ri – Eu também acho que está cedo e tem outra coisa, mas eu acho que você vai pensar que eu sou uma adolescente bobinha.
– Eu nunca pensaria isso de você. – ele voltou a se escorar e começou a esfregar as mãos na minha coxa.
– Eu quero estar casada quando tiver meu primeiro filho. – senti minhas bochechas esquentarem – Quero aquela coisa de pai, mãe e filho, família sabe?
– Sim. – ele sorriu e acariciou meu rosto – Quando você quiser um bebê é só me dizer, e amanhã vamos fazer esse exame.
– Basta passar numa farmácia no caminho de casa.
– Não, nada de fazer xixi num palitinho, vou te levar para fazer um exame de sangue e ter toda certeza logo.
– Sim senhor. – eu me inclinei para beijá-lo, mas a porta foi aberta e nos interrompeu.
– Ele não está com cara de quem está morrendo. – Nick falou avaliando Denny.
– Mas estava. – Jessie deu de ombros.
– Eu estou bem. – Denny me ajudou a ficar de pé e se levantou – Foi só um susto que eu levei.
– Jessie me falou sobre a possível gravidez.
– Jessamine, você vai fechar essa boca antes que alguém escute isso e corra para contar para a imprensa? – briguei.
– Eu tinha que falar com ele o que aconteceu! – ela se defendeu.
– Tudo bem, ela só falou comigo – Nick explicou – Vocês estão bem?
– Sim. E não tem gravidez.
– Você não tem certeza. – Denny me corrigiu.
– É meu corpo, eu acho que tenho certeza, de qualquer forma, vamos fazer um exame amanhã.
– É melhor mudar de assunto, está todo mundo voltando. – Jessie falou e segundos depois todos entraram de volta.
– Estamos bem? – Mara perguntou.
– Sim. – Denny falou me puxando para perto de todos.
– Ótimo, vamos todos jantar na casa de Scott. – ela sorriu – Eu queria que fosse lá em casa, mas Ariela já preparou tudo e o jardim lá tem mais espaço. Vamos comemorar.
– Comemorar o que? – perguntei.
– O fim da turnê, a gravação do DVD e você. – Scott falou – A nova aquisição da banda.
– Depois eu que sou a vaca. – Jessie resmungou – Você é uma Fifty! Minha melhor amiga é uma Fifty e não me falou nada!
– Em minha defesa, eu recebi o convite hoje e antes que pudesse te contar você trouxe minha mãe para cá e ficou cavando histórias desnecessárias.
– Não tem nada de desnecessário no que Jessie desencavou. – Denny murmurou.
– Viu? Seu macho me agradece pelo que eu fiz, você fica ai de amiga amarga.
– Okay, me desculpe… o que eu posso fazer para te compensar?
– Primeiro, parar de me chamar de Jessamine, você sabe o quanto odeio esse nome de remédio para dor de barriga. Segundo, me leve nesse jantar.
– Você está mais que convidada. – eu passei um braço pelo dela e nós seguimos para o carro.

DENNY

O sorriso de Scar era uma das coisas mais lindas de se ver, e o som da risada dela era como uma música rara. Eu estava há uns bons minutos a observando, assistindo seus movimentos, seus trejeitos, e mesmo, contra minha vontade, vez ou outra meus olhos caíam na barriga dela.
Será que tinha um filho meu sendo preparado ali? Porra, podia ser uma garotinha… a minha garotinha. A ideia ao mesmo tempo que me empolgava, me apavorava.
Eu não estava pronto para ser pai, eu tinha que dar a Scar uma vida boa primeiro. Tirá-la da casa de Holly, encontrar um cantinho só para nós dois, mas faria isso amanhã mesmo se o resultado do exame for positivo.
– Vai começar a pegar fogo. – Nick falou se sentando ao meu lado.
– O que? – olhei para a churrasqueira que Ryan estava tomando conta.
– Sua cabeça. – ele riu – Você está pensando tanto que dá para ver as rodas girando ai dentro.
– Eu só estava observando Scar.
– Você acha que ela está grávida mesmo?
– Ela disse que a chance é quase nenhuma, ela tomou remédio.
– E você quer ser pai agora?
– Se eu quero? Sim. Se eu estou preparado? Definitivamente não.
– Ninguém nunca está tão preparado para o primeiro filho, Denny. – Nick riu – Fraldas, choro, cólicas, noites sem dormir, noites sem sexo…
– Eu não me importo muito com essas coisas, pra ver Scar feliz eu abro mão ou me adapto ao que for preciso, mas no ponto onde estamos será que um filho seria uma boa ideia? Estamos começando agora e eu tinha planos de curtir muito só nós dois.
– Olha só irmãozinho, se você tiver encaçapado a bola 7, não tem muito o que fazer, seu filho já está lá – ele apontou para Scar – Agora, se você errou a pontaria, é só tomar cuidado para que não tenha riscos de acontecer até vocês decidirem que é a hora certa.
– Você tem razão. Vou esperar o exame amanhã e ver no que vai dar.
– Isoo ai. Vou buscar outra cerveja, você quer?
– Não, já atingi meu limite. – Nick se levantou e foi atrás do que queria, Scar se virou e me viu, sorriu, falou algo com Audrey e Jessie, com quem conversava e veio na minha direção.
– Por que tão sozinho. – ela se sentou no meu colo.
– Estava observando você.
– Gosta do que vê?
– Muito. – ela se inclinou para frente me cedendo os lábios – Você não devia beber – tirei a taça de vinho das mãos dela – pelo menos não até termos certeza sobre a gravidez.
– Okay. – ela revirou os olhos.
– Vamos para casa? – pedi.
– Estava esperando você dar o sinal de retirada. – ela deu um sorriso travesso e pulou do meu colo – Temos que levar Jessie em casa antes, você se importa?
– Claro que não.
Nos despedimos de todos, pegamos Jessie e a deixamos em casa e depois fomos para a nossa.

As caixas com as coisas de Scar, e as malas que a mãe dela tinha entregado estavam todas no meu quarto, eu tinha entregado a chave da casa para que ele deixasse tudo aqui.
– Uau, meu pai quis mesmo se livrar de mim. – ela falou triste, espiando dentro de uma caixa – Todas as minhas coisas estão aqui.
– E você vai arrumar tudo depois, vai fazer daqui a sua casa, pode arrumar o quarto do seu jeito.
– Obrigada. – ela sorriu e se virou para mim, depois de ajeitar Rhett na cama dele.
– Mas não vamos falar disso. – eu a puxei para mim – Quero você. Quero esquecer do resto do mundo e pensar só em você e no prazer que vou te dar agora.
– Eu super concordo com você, grandão. – ela gargalhou quando eu a joguei de costas na cama.
Tirei as botas e a roupa dela até tê-la só de roupa íntima, foi mais forte que eu e minha fodida mão sem controle parou na barriga dela e eu fiquei ali, encarando aquela área onde meu filho poderia estar sendo gerado.
– Denny. – Scar chamou minha atenção, eu desviei meus olhos da barriga dela até estar encarando seus olhos – Você está perturbado com isso desde que Jessie falou do exame não é?
– Me desculpe, mas não tem como eu não pensar na possibilidade, vai ser uma mudança e tanto na nossa vida.
– Okay, levanta. – ela pediu me empurrando para o lado.
– O que você vai fazer?
– Trazer meu namorado de volta para o quarto e fora do mundo atormentador do “será que eu vou ser pai”.
– Não entendi.
– Eu tenho um teste de farmácia em algum lugar aqui. – ela começou a revirar as caixas – Se minha mãe trouxe tudo, ela trouxe… aqui – Scar puxou uma mala até o meio do quarto e se sentou no chão para abri-la – Eu coloquei o teste na mala que levaria para a lua de mel.
Ela revirou a mala e tirou uma bolsa menor e de dentro uma caixa com o teste de farmácia – Pronto, em alguns minutos vamos tirar todas as dúvidas da sua cabeça.
– O que você vai fazer? – perguntei.
– Xixi num palitinho. – ela piscou e entrou no banheiro.

Se passaram alguns poucos minutos até Scar sair do banheiro.
– Pronto. – ela jogou o resultado para mim – Tracinho único, ou seja, sem bebê, agora podemos voltar para a parte onde fazemos um sexo alucinante?
– Isso é confiável?
– Sim. Mas a gente pode sair ir na farmácia e comprar mais meia dúzia de testes, eu faço todos eles se for para você acreditar. – ela sorriu – Relaxa, grandão, não tem bebê. Não agora porque não é a hora.
– Acho que eu estava me acostumando com a ideia. – confessei – Mas deixe pra lá, vamos cuidar de você agora. E do seu prazer. – eu a trouxe para mim e esqueci qualquer outra coisa que pudesse nos atrapalhar.


Três meses mais a frente

Scar e eu tínhamos sobrevivido ao exame de gravidez, que deu negativo. Nós dois conversamos e decidimos o que já estava meio decidido antes. Não era hora de ter filhos, e quando a hora chegasse, voltaríamos a tocar no assunto. Sendo assim ela começou a tomar a pilula contraceptiva e eu pude dar adeus a todas as camisinhas.
Holly ainda era a questão mais complicada. Ela implicava com Scar, por tudo e eu sentia que minha menina estava dando tudo de si para não partir para a ignorância. Talvez fosse hora de eu mudar a respeito disso, decidir se vale a pena continuar tentando ajudar alguém que não quer ser ajudado.
– E os preparativos para a viagem? – Audrey se sentou ao meu lado interrompendo meus pensamentos.
Era Ação de Graças na casa do meu pai, Mara fez questão que todos se reunissem aqui e ninguém era louco o suficiente para dizer não para Mara.
– Tudo pronto, consegui os vistos, precisei da ajuda de Jessie para conseguir o passaporte de Scar.
– Não era mais fácil falar para ela sobre a viagem?
– Eu quero que seja surpresa.
– Para onde vocês vão?
– Grécia.
– Uau, romântico.
– Quero afastar ela da bagunça que LA virou na vida dela. Fazer ela pensar em outras coisas que não sejam problemas.
– Isso é bom, você vão se divertir, só leve-a para conhecer os lugares legais, tá? Nada de ficar trancado no quarto a vida toda.
– Vamos para uma praia deserta, Drey. Scarlett será só minha por três semanas.
Audrey riu e bateu na minha perna antes de se levantar.
– O que vocês dois estavam conversando? – Scar se sentou no meu colo.
– Nada demais. – menti e ela fez um bico desconfiado – O que foi? Você está com ciúmes de Audrey?
– Não. Sim. – ela escondeu o rosto no meu pescoço – Eu sei que ela é de Ethan e que ama ele tá, mas pensar que você já a viu quase pelada…
– Eu sei como você se sente. – falei – É como eu me sinto a respeito de Nick.
Ela arqueou as sobrancelhas.
– Eu tenho uma coisa para te contar.
– Você não viu Kate nua também não, viu? Eu gosto de Kate e não sei se estou preparada para ter ciúmes dela também.
– Não é isso. – eu ri – Vamos em um lugar amanhã cedo.
– Que lugar?
– É surpresa.
– Eu não gosto de surpresas, sou curiosa demais para elas.
– Pois você terá que lidar com isso.
– Acho que eu posso te persuadir a me contar tudo… – ela sussurrou no meu ouvido – Para cada palavra sua eu tiro uma peça de roupa minha, depois eu deixo você fazer o que quiser comigo…
– Tentador, mas minha recompensa se eu manter a surpresa será muito maior.
– Seu chato. – ela bateu no meu peito.
– Você vai gostar. E eu vou te dar uma dica, porque preciso que você saiba disso.
– Okay, que dica?
– Você terá que fazer uma mala.
– Vamos viajar? – ela se empolgou – Para onde?
– Não vou dizer. – eu ri do biquinho dela – Coloque roupas confortáveis, biquinis, vestidos… não precisa se preocupar com roupas muito chique, não vamos a nenhum lugar badalado. Eu vou te ajudar, a medida que você for escolhendo as roupas eu digo se vai pra mala ou não.
– Me conta para onde vamos…
– Amanhã você vai descobrir.
– Chato de novo.
– Vamos para casa? – fiquei de pé e estiquei a mão para ela.
– Não sei… você não quer me contar para onde vamos, não sei se merece que eu vá para casa com você, talvez eu deva dormir na casa de Nick hoje, acho que ele vai me conseguir um lugar no sofá dele…
Eu puxei a mão dela e a joguei no meu ombro.
- Mãe, pai, estou indo. – avisei – Passo aqui amanhã antes de viajar.
– Boa noite querido. – Mara falou rindo – Até mais, Letty.
– Até mais Mara, eu te daria um abraço, mas seu filho resolveu bancar o Neandertal. – eu dei um tapa na bunda dela.
– Shiu, quieta mulher. – brinquei.
– Onde vocês vão? – Nick perguntou passando por nós quando estava entrando em casa.
– Embora. – falei.
– Até mais Nick. – Scar falou de cabeça para baixo ainda.
– Até mais, Scar. – meu irmão respondeu rindo.
– Hey, nada de Scar para você. É Letty, ou Scarlett, Scar nunca, ela é minha Scar e apenas minha.
– Okay… – Nick levantou as mãos – Pode guardar as armas porque eu sou inofensivo,
Coloquei Scar no carro, dei a volta para ocupar o banco do motorista e dei partida. No meio do caminho a maluca começou a rir.
– Você fica hilário com ciumes baby. – ela continuou rindo – “Ela é minha Scar. Uga uga”. – ela tentou imitar minha voz e bateu no peito.
– Engraçadinha.
– Eu estava te provocando. – ela se aproximou o suficiente para beijar meu pescoço – Não seja um garoto emburradinho.
– Por que você fica me provocando ao falar sobre meu irmão, caramba Scar, você sabe que eu tenho ciúmes dele.
– Okay, eu não faço isso mais, me desculpe. – eu lancei um olhar para ela que me encarava batendo os cílios excessivamente.
– Pare com isso.
- Você vai me desculpar?
– E tem como eu ficar bravo com você? – sorri.
– Isso significa que você vai me contar para onde vamos?
– Não. – ela se sentou bruscamente e cruzou os braços.
– Vai ter troco. – ela resmungou.

oOo

– Coloco vestidos? – ela perguntou parada de frente para o armário.
– Todos.
– Saias?
– Pode colocar também. Dispense apenas as calças jeans, leve algumas de malha porque pode ficar frio à noite.
– Então coloco uma blusa de frio também?
– Pode colocar. – ela jogou um suéter na mala e pegou pijamas – Pode deixar isso ai, você vai dormir nua todas as noites.
Ela semicerrou os olhos e jogou duas camisolas na mala.
– Vou levar duas, para as noites que eu não quiser papo com você.
– Essa noite não vai existir baby. – pisquei a fazendo rir.
– Roupas ok, agora são produtos de beleza.
Ela pegou uma bolsa menor, que ia dentro da mala e colocou shampoo e condicionador, perfumes, cremes, protetor solar, maquiagem e mais um milhão e meio de coisas que mulheres usam.
– Sapatos? – ela me olhou.
– Confortáveis, coloque um tênis – pensei em trilhas que poderíamos fazer, ela ia precisar de estar calçada.
– Nada de saltos?
– Não. Apesar de você ficar deliciosa usando saltos, você não precisará deles.
– Para onde vamos, Denny? Eu estou me devorando de curiosidade.
– Deixe que eu devoro você assim que acabar de arrumar a mala.
– Você não está arrumando a sua.
– Já arrumei, ontem quando você saiu com Jessie.
– Você armou tudo. – ela cerrou os olhos.
– Claro, eu ia deixar você saber da surpresa? Eu até cogitei a ideia de deixar Jessie ou Audrey arrumarem suas coisas para você. – ela dobrou as roupas direito e colocou o resto na mala – Acabou? – perguntei e ela assentiu.
Eu fiquei de pé e fechei a mala depois a coloquei no chão, perto da porta.
– Ótimo, agora somos você e eu e essa cama enorme. – eu a deitei na cama e me coloquei por cima dela.
– Não… você está muito chato e misterioso, então eu vou bancar a difícil. – ela me empurrou para o lado e se levantou.
– A difícil é? – sorri – Sabe que eu adoro desafios, não é?
– E o que você pretende fazer, me amarrar na cama e forçar a barra?
– Forçar, nunca. Mas amarrar você é tentador, pena que não tenho nada para ser usado como corda. Então – me levantei – Eu vou partir para deixar você sem opções.
Ela me olhou confusa, assistindo eu lentamente trancar a porta e tirar a camisa.
– Eu não vou ceder só porque você tem um peitoral incrível e um abdômen trincado, Denny Hudson.
Continuei ignorando o que ela dizia, tirei os sapatos, desafivelei o cinto e abri o botão da calça, tudo sem desviar os olhos dela por um único segundo sequer.
Deixei minhas calças e a boxer no chão e fui para a cama andando de costas, me sentei para depois recostar contra a cabeceira. O olhar de Scar estava travado em mim, eu não sei se ela queria ficar me olhando daquele jeito ou se simplesmente não conseguia desviar o olhar.
Eu levei uma mão ao meu pau e descansei a outra debaixo da cabeça. Descaradamente comecei a me masturbar sob o olhar atento dela. De repente Scar se virou e foi para o banheiro.
– Eu não vou cair na sua, Hudson. – ela gritou lá de dentro, minutos depois eu ouvi o chuveiro sendo ligado.
Me levantei sorrindo e fui atrás dela no banheiro. Ela estava debaixo da ducha, os olhos fechados enquanto a água caia na cabeça dela. Eu entrei no box e me escorei na parede de frente para ela enquanto continuava trabalhando no pobre coitado do meu pau que ficava cada vez mais duro.
Scar abriu os olhos encontrando os meus, ela mordeu o lábio e sorriu de lado.
– Você sabe que dois podem jogar esse jogo, certo? – ela arqueou uma sobrancelha e se escorou contra a parede oposta a mim.
Lentamente Scar desceu as mãos pelo corpo, apertou os seios prendendo os mamilos entre o polegar e o indicador. Uma mão foi mais para baixo encontrando caminho por entre as pernas. Ela gemeu quando colocou um dedo para dentro, meu pau pulsou sentindo uma puta inveja daqueles dedos.
Por mais tentador que fosse, eu não cederia a ela, pelo contrário, eu resistiria e a faria ceder para mim. Foquei meu olhar na mão dela brincando entre suas pernas e aumentei os movimentos da minha mão. Scar gemeu e por mais que o som tenha acordado uma fera dentro de mim, eu me contive.
Assisti os mamilos dela ficarem duros de excitação e quis mais que tudo a sensação deles contra minha língua. Ela gemeu de novo e arqueou as costas impulsionando os dedos com mais força ao mesmo tempo que a outra mão brincava com o clítoris. Ela bufou brava e retirou ambas as mãos me olhando com um olhar brilhante de desejo e fodidamente determinado.
– Se cansou baby? – provoquei. Ela atravessou o curto espaço e bateu na minha mão tirando-a do caminho e com ambas as mãos nos meus ombros ela se impulsionou para cima.
– Meus dedos nunca serão o suficiente depois que eu tive você dentro de mim. – ela sussurra contra meus lábios – Eu não quero que você faça amor comigo agora, quero que me foda sem sentido.
– Eu posso fazer isso. – Virei deixando-a com as costas contra a parede e guiei meu pau para dentro dela – Hmmm… – gemi – como veludo quente.
– Rápido e duro Denny. – ela pediu manhosa e eu sorri contra o pescoço dela antes de dar o que minha garota queria.

oOo

– Agora vou saber para onde vamos? – Scar perguntou quando já estávamos acomodados no jatinho do Fifty.
– Ainda não.
– Quando eu vou saber?
– Quando chegarmos lá.
– Você é mau.
– Mas eu te amo.
– Não sei se te amo agora… vou ganhar uma úlcera com tanto suspense.
– Relaxa pequena, daqui a pouco voaremos e então vamos poder sair dessas cadeiras, eu vou te levar para o quarto que tem ali no fundo e por 16 horas de viagem vou te fazer esquecer completamente da sua ansiedade em saber para onde vamos. Vou literalmente te fazer voar alto hoje.
– Que trocadilho horrível! – ela riu e se inclinou para me beijar – Ainda te amo, mas seu trocadilho foi horroroso.

O piloto avisou que íamos decolar, ajudei Scar a apertar seu cinto e fiz o mesmo com o meu, ficamos ambos observando Los Angeles diminuir a medida que o jatinho ganhava altitude. Quando estávamos no ar, o piloto avisou que já era seguro nos levantarmos se quiséssemos e eu puxei Scar para dentro do quarto no fundo. Eu tinha algumas muitas ideias para o que faríamos pelas próximas horas.

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